sexta-feira, 4 de junho de 2021

 terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poty - o artista sempre vê o povo além da indumentária

A iniciativa de um governo em enaltecer uma ideologia política através da história passada, projetando-a para o futuro, através de monumentos públicos, proporciona um enfrentamento diário, entre os transeuntes e o monumento, de maneira que não há como ficar isento a essas imagens que vão se armazenando no inconsciente. Segundo o que Argan(2004) analisa, “as imagens do passado evocadas pela memória e derivadas da história, (...) pressionam as imagens do presente (...) a tal ponto que terminam por interpenetrar-se”.
            Observando os resultados deste pontapé inicial, a partir desta época, vários governantes, do município e do estado, passaram a olhar para Curitiba na tentativa de transformá-la em uma cidade que deveria ser um modelo: de cidade limpa, de respeito ao meio ambiente, de lugar ideal para viver, de trânsito organizado e outros. E cada um destes governos se lançou numa tarefa que deixasse a marca de sua passagem e projetasse sua imagem, de político bem sucedido, em âmbito nacional. A ação de Bento  Munhoz da Rocha Neto, nos anos 1950, determinou um lugar na cidade, em que a história da emancipação está representada, não será esquecida, porque é continuamente vista, e determina que este povo tem um lugar em que sua memória é preservada e ele pode seguir para o futuro. Mas o mural do centenário conta uma história muito mais profunda que as histórias contadas nos livros oficiais. Conta a história do estado pelo ponto de vista de um artista sensível às causas sociais e o conjunto de detalhes que ratifica essas impressões do artista, não são percebidos facilmente pelo tipo de espectador que transita pela Praça 19 de dezembro. Seria necessário um tempo bem maior que a espera de um ônibus para observar o que Poty pensava sobre as relações entre o poder e o povo.

 quarta-feira, 29 de agosto de 2012

NENHUM A MENOS



Título Original: Not One Less
Título Traduzido: Nenhum a Menos
Gênero: Drama
Duração: 106 minutos
Ano: 1999
Direção: Zhang Yimou
Elenco: Wei Minzhi
              Zhang Huike
              Mayor Tian
              Teacher Gao

Vários ditados populares poderiam ser citados para definir as atitudes da professora Wei Minzhi, que substitui o professor Gao, quando este necessita se ausentar da escola por um mês. Mas, “Não sabendo que era impossível foi lá e fez!”, atribuída ao cineasta francês Jean Cocteau, sem dúvida, demonstra a grande capacidade de contornar as dificuldades que a adolescente de 13 anos demonstrou.
No filme Nenhum a Menos, os atores são amadores e utilizam seus próprios nomes para representar o cotidiano dos problemas de uma escola rural na China. O distrito é muito pobre e esquecido pelo governo federal, sem as mínimas condições de sobrevivência digna para o ser humano. O professor Gao se esforça para não deixar que nenhum dos alunos abandone a escola, pois o costume local é que as crianças se dirijam para a cidade para trabalhar e ajudar no sustento da casa. Mas a mãe do professor Gao mora longe e fica doente, quase à morte, e ele precisa se ausentar da atividade para visitá-la. Uma menina, de treze anos, Wei Minzhi, é trazida pelo prefeito do distrito rural, onde a escola se situa, e apresentada ao professor Gao como sua substituta. O professor é abnegado ao ensino, apesar de estar velho, mas aceita as decisões do prefeito sem contestar. Wei Minzhi questiona o professor quanto ao pagamento prometido em troca do trabalho prestado e ele responde que este assunto é com o prefeito. O professor faz um teste bastante elementar para verificar o que a menina pode fazer durante sua ausência. Pergunta se ela sabe cantar e dançar alguma música e, ela canta uma música que fala de Mao Tsé Tung, ele, então, questiona se ela não sabe mais alguma e ao cantar ela não acerta a letra, no que é corrigida. O professor percebe a deficiência da formação escolar e orienta a, agora, professora a copiar no quadro as lições deixadas por ele. Outra orientação é que não libere os alunos antes de o sol bater em determinado ponto da sala de aula, com exceção se houver chuva. Para executar a cópia das lições no quadro o professor deixa apenas o número exato de gizes para os dias em que ele ficará fora. A escola não recebe investimentos do governo e os móveis estão em péssimas condições. Os únicos métodos didáticos, usadas pelo professor, para dar suas aulas são o quadro-negro bastante desgastado e o giz comprado por ele mesmo.  Alguns alunos moram muito longe e pernoitam na escola dormindo vários, na mesma cama, e no mesmo quarto que o professor. Os detalhes das deficiências da escola não são narrados, mas apresentados imageticamente nos dando a dimensão exata das precariedades por que a escola passa.


Quando, finalmente, o professor se afasta, no veículo do prefeito, a menina percebe que não ficou resolvido, para ela, o assunto do pagamento do trabalho executado. Ela corre atrás do veículo gritando e quando o carro pára, ela insiste no salário com o professor. O modo como ela repete a mesma frase com a mesma entonação demonstrando sua obstinação com o assunto. O professor Gao promete, então, que se o prefeito não pagá-la ele mesmo o fará e ainda lhe dará um pouco mais se ela não permitir que nenhum aluno se afaste da escola. Este procedimento, de insistência, ela vai repetir em várias passagens do filme.


Quando não sabe calcular o dinheiro que necessita para ir à cidade, ela questiona várias vezes os alunos, sempre no mesmo tom, para que algum deles vá ao quadro calcular. Ao descobrir quanto de dinheiro precisam ela insiste com os alunos como conseguir o dinheiro. Um menino sugere carregarem tijolos na olaria e novamente, eles mesmos, iniciam os cálculos de quantos tijolos e quantos dias de trabalho serão necessários para chegar ao valor estimado anteriormente. Ao terminarem o trabalho na olaria, mesmo a revelia do proprietário, que não se encontrava no local, quando eles chegaram, há dificuldade em receber o dinheiro sob a alegação de que eles fizeram o trabalho porque quiseram. Wei Minzhi novamente coloca em prática o que sabe: insistir, com a mesma fala e o mesmo tom, até realizar o seu intento. Esta maneira de agir, mesmo intuitiva, é que vai aproximar Wei Minzhi dos seus alunos e impor um respeito que a principio não lhe era devido. A aproximação se dá pela necessidade da criação de uma estratégia para a resolução de um problema que une os alunos e a professora, que é trazer de volta para a sala de aula um aluno que se evadiu para a cidade. É uma resistência criada em torno de uma dificuldade que vai proporcionar a interação da professora com os alunos. A seqüência das cenas vai impelindo o espectador a perceber a interação que aos poucos vai acontecendo entre alunos e professora, que a princípio, não se sucedeu. A professora não sabia como se comportar perante a turma, pois não havia sido preparada para comandar e impor disciplina e não conseguia que os alunos obedecessem.


Na cena em que Wei Minzhi está frente ao grupo de alunos, no pátio da escola, coordenando uma cantoria e uma tímida dança, aparece, logo atrás, uma vaca próximo à porta da escola e, nos permite comparar a uma situação de rebanho, os alunos, sendo conduzidos pela professora Wei Minzhi que, com sua precária formação, usa sua intuição, tal qual um pastor, para conseguir a obediência das crianças, com idades bem próximas à dela.
Quando a professora vai para a cidade que, ao contrário do campo, é agitada e superpovoada e está longe de ter a calma do povoado onde Wei Minzhi vive, ela se depara com uma situação totalmente nova. A cidade proporciona dificuldades de sobrevivencia e, Wei Minzhi já convivia, com sua família, com grandes dificuldades financeiras, talvez por isso mesmo tenha sabido contornar as contradições que se apresentaram nesta sua tarefa. O diretor explorou esta faceta dos obstáculos da vida rural chinesa e, no desenrolar da ação, deu à personagem a capacidade de descobrir-se capaz de resolver os problemas que foram se apresentando. Pode-se notar que esta descoberta da personagem vai surgindo a medida que  ela vai interagindo com as crianças e vai havendo troca entre eles, de conhecimento dos seus modos de ser, da cultura, dos hábitos que os próprios familiares dos alunos tinham, como trabalhar na olaria carregando tijolos, por exemplo, que Wei Minzhi não tinha conhecimento. Esta troca cultural, entre as crianças e a professora, vem de encontro com teoria de Lev Semenovitch Vygotsky, pensador bielo-russo(1896-1934), importante em sua área, e pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Um dos pressupostos básicos de Vygotsky é que o ser humano constitui-se enquanto tal, na sua relação com o outro e, no ensino e na aprendizagem, aquele que aprende e aquele que ensina são partícipes de um mesmo processo, ambos aprendem e ambos ensinam.
          Durante todo o desenrolar do filme ficarão bem claros, para o espectador atento, as diversas situações semelhantes, por que vai passar Wei Minzhi, nas quais haverá esta troca de aprendizagens culturais. Quando ela consegue falar com o diretor da emissora de TV, depois de passar dia e noite vagando na portaria sem conseguir entrar, ficou um aprendizado para o diretor de que algo estava errado na maneira de atender de sua recepcionista ao não ter dado a devida atenção à insistência da menina e Wei Minzhi aprendeu que valeu a pena a sua insistência, aliás, como já se tinha percebido sua insistência quanto ao recebimento de seu salário.
 
          Quanto à composição utilizada pelo diretor pode-se notar que ele prioriza a colocação da personagem da professora Wei Minzhi na seção áurea do espaço da cena, conforme podemos ver nas figs 1 , 2, 3, e 4, mesmo que algumas vezes, por serem amadores, os atores não tenham rigor em cumprir as marcações feitas para os seus posicionamentos. Os espectadores mais atentos até podem perceber alguma hesitação na atuação das crianças, quase todas utilizando seus próprios nomes no filme.
          O fato de serem usados atores amadores, utilizando seus prórpios nomes dá ao filme um caráter documental, mas com o desenrolar da aventura de Wei Minzhi, na cidade, à procura do aluno que se evadiu da escola, o espectador passa a se deter no desenrolar desta busca e, apenas no final, quando o diretor Zhang Yimou apresenta um texto que atesta sua preocupação com o social é que se volta a perceber que aquele podia ser sido documentário sobre uma província chinesa.
            Vale a pena dedicar seu tempo para conferir esta denuncia sobre essa situação da educação, que não fica muito longe da educação no Brasil.






sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Opinião Pública

Título: A Opinião PúblicaAno: 1967Diretor: Arnaldo JaborDuração : 115 minutos
Tema: Retrato da classe média carioca em 1967:sua visão política e social



No inicio do filme o narrador afirma não haver atores, que tudo é real e que as opiniões são de homens comuns de classe média classificados pelos que possuem poder como homens de “opinião pública”.
A musica inicial é do folclore popular sem autor conhecido, portanto de domínio público e acompanha a imagem de uma rua asfaltada, uma praça, ruas e prédios públicos e privados da cidade do Rio de Janeiro, espaços públicos frequentados por essa classe que vai opinar no filme. De acordo com a letra da música “Se essa rua fosse minha” se eu, a pessoa comum, possuísse aquela rua, mandaria cobri-la de pedras de brilhantes para o meu amor passar. Mas eu não tenho essa rua nem esse poder e, quem sabe, na época das filmagens, época da ditadura militar, nem transitar livremente a qualquer hora por aqueles espaços. Portanto apesar de o homem comum, de classe média, ter sido considerado um homem de opinião pública, a música afirma que ele não tem poder nem para fazer este agrado ao seu amor.
A imagem dos prédios é feita de baixo para cima, quando está mostrando a parte pública, a rua e, de cima para baixo quando está mostrando sua parte traseira e interna dos ambientes. Podemos pensar que o homem comum só pode olhar de cima para baixo quando está em seu ambiente íntimo e quando está no ambiente público tem de olhar de baixo, posição inferior, para cima, onde está o poder das grandes cidades, confirmando que ele próprio não possui poder.
Mais uma vez o narrador entra afirmando que tudo que veremos no filme serão situações típicas do cotidiano das pessoas, tanto vozes e gestos, portanto, não são estudados, são os hábitos das pessoas entrevistadas. Afirma, ainda, que essas situações refletidas numa tela, mesmo sendo comuns e eternas, podem revelar-se estranhas e imperfeitas.
Na próxima cena, em que cinco adolescentes são questionados sobre o futuro, quatro deles são de cor branca e um é negro. Apesar de a pergunta ter sido feita para o grupo dos cinco, apenas o negro é que manifesta algo sobre o seu futuro porque os quatro adolescentes de cor branca em vez de responderem, voltam-se para o negro repassando a pergunta. Dão-nos a impressão de que se acham superiores ao negro e agem quase com zombaria em relação a ele. Portanto, a resposta dos quatro brancos em relação ao futuro parece estar no corpo, cuja atitude, afirmou uma suposta superioridade racial. A zombaria vai até o ponto em que o negro fala com firmeza para um dos rapazes que não deve satisfações a ele porque ele, o branco, não é a “nega” dele. Apesar de amigos, os cinco, há um preconceito velado no grupo.
O uso da narrativa afirmativa é bastante presente no filme e as imagens vão, ora confirmando, ora negando estas afirmativas do narrador. Durante todo o filme as respostas dos entrevistados demonstram muita incerteza em relação a sua vida presente e futura. Na sua fala eles retratam o momento de incertezas políticas que o país vive, alguns, até demonstrando certa despreocupação com o futuro, outros grande indignação.
A situação, das entrevistas, que mais me chamou a atenção foi na casa do militar que, enquanto estava discorrendo sobre a disciplina da sua vida, o neto parece que contrariava toda aquela história de autoridade e obediência militar, fazendo uma demonstração do seu físico e de sua espontaneidade e, como se quisesse dizer que a geração do seu avô era rígida e já estava no passado. Tudo isso perante uma câmera que, devido às inovações tecnológicas, proporcionava ao homem comum ser filmado e mostrado, em som e imagem como ele imaginava que era ou como ele queria ser era objeto de curiosidade por parte dessa nova geração. Jovens em busca da felicidade para ter poder, conforme afirma, mais uma vez, o narrador. Jovens que afirmam não saber qual o destino do país, mas falam como devem proceder para vencer na vida e ter poder, no mesmo tom de discurso de um político e gesticulam reproduzindo atitudes dos políticos de palanque.
Apesar de todas as negações que as imagens possam fazer em relação ao texto que o narrador vai apresentando percebe-se a despreocupação das pessoas em falar de si e do momento em que viviam, mesmo estando sob um regime rígido e controlador. O hábito de frequentar lugares de diversão não é abandonado apesar da situação. Parece que as ações militares eram sutis porque, eventualmente, no meio do público aparece a imagem de um militar, discreto, mas presente. Como se estivesse ali apenas para lembrar que havia um controle da situação.
Noutro trecho da narração escutamos que o jovem, que já havia se manifestado contrário aos hábitos dos adultos que tinham poder, vai se tornar, no futuro, também, um homem de classe média e de opinião publica. Um que é entrevistado na fila do alistamento militar, faz pose de homem poderoso ao ter o microfone na mão para dar sua opinião sobre o evento. A afirmação do narrador, nesta hora, é confirmada pela pose e pela fala do entrevistado que diz ser o serviço militar uma grande etapa na vida do homem, pois depois de cumprido o período no exercito ele terá subido mais um andar na sua carreira.
Outra situação que não pode deixar de ser citada é a descrição que uma mulher faz de sua vida de casada. A princípio ela declara que o destino é que decide que a mulher tem que ser de um homem só, mas logo em seguida emenda outra declaração contrária: minha vida é chata demais, lavar, passar, cuidar dos filhos, cozinhar para marido, levantar de madrugada quando ele chega das farras, botar comida pra ele, quer dizer que isso não é vida. Perguntada sobre qual a missão da mulher na sociedade ela responde que não sabe. A mulher, que já estava casada e tinha vários filhos, estava tomando consciência de que um novo tempo estava chegando e já estava em dúvida se o destino da mulher era, mesmo, casar e cuidar da casa. Era o auge da revolução feminina, a liberdade sexual, e ela já não podia usufruir devido às amarras a que se sujeitara. Quando ela casou não tinha opção e agora, com filhos crescendo, o marido indo para as farras e ela cuidando da casa e com vontade de viajar, pode-se ler criar asas, dar um pouco de fantasia para a sua vida.
O filme todo é em tom afirmativo e mostra o momento vivido pelo povo que estava deslumbrado pelas novas tecnologias como, por exemplo, a câmera portátil que gravava som e imagens simultâneos e possibilitava ao povo se como se estivesse na frente do espelho. Com todas as novidades que a sociedade era bombardeada nas propagandas, não sobrava muita disposição para contestar o momento político.
 Esses desencontros entre a fala do narrador, a fala dos entrevistados e as imagens que os mesmos nos brindaram são fruto da incerteza e confusão que se instalou na sociedade após o golpe militar. A confusão e a desinformação foram os elementos que paralisaram a sociedade perante os fatos políticos. As aparições dos entrevistados nos permitem perceber uma realidade subjetiva, que não é verbalizada.
Pelo exposto podemos pensar no filme como um documentário que se tornou um retrato da sociedade de uma época do qual somos fruto. Hoje já se pode classificar este filme, que para Arnaldo Jabor, foi arte, naquela época, como um documento histórico que atesta o que foi vivido por uma sociedade que estava, ainda, sob o impacto de um golpe militar.
 
Segundo Jacques Le Goff (1990):

“um documento é antes de tudo o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da historia, da época, da sociedade que o produziram, mas também das épocas sucessivas durante as quais continuou a viver, talvez esquecido, durante as quais continuou a ser manipulado, ainda que pelo silêncio. O documento é uma coisa que fica, que dura, e o testemunho, o ensinamento (para evocar a etimologia) que ele traz devem ser em primeiro lugar analisados desmistificando-lhe o seu significado aparente”.

            O filme pode e deve ser assistido e analisado como um documento que, como já foi citado, nos aponta muitos fatos vividos pela sociedade de sua época. Por detrás da aparente confusão de algumas falas dos entrevistados e por detrás da fala do narrador podemos ainda encontrar outra linguagem que nos conta parte do que não foi verbalizado. Podemos encontrar a linguagem visual, corporal dos entrevistados, que ora confirma a verbal e ora contradiz.
            Julio Lourenço, autor do blog Tempos Modernos, desqualifica a capacidade técnica do filme, mas, até neste quesito, acho que há uma consonância com a situação vivida pelos personagens, que aparecem em grupos, em rituais ou em festas. Há nessas cenas, algo que parece uma confusão ou discórdia, às vezes visual, às vezes sonora, que está de acordo com as várias falas dos personagens que estão com muitas dúvidas.
            Considero o filme mais um, dos vários, documentos históricos que nos levam para uma época de grandes mudanças na sociedade e, como toda obra, depois de entregue ao público, está aberta a grande variedade de interpretações. Não pode ser diferente com A Opinião Publica.
 
Referencias Bibliográficas

·             Le Goff, Jacques, 1924; História e memória / Jacques Le Goff; tradução Bernardo Leitão; Campinas, SP Editora da UNICAMP, 1990.
·             http://www.blogtemposmodernos.com.br/2010/12/revisitando-o-filme-opiniao-publica-de.html ( blog de Julio César Lourenço – Mestre em Ciencias Sociais pela Universidade Estadual de Maringá.